"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Suco de romã pode frear metastase de cãncer de próstata

Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncer.


Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.

A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.

Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.

Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.
laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona - quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.

Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.

Em seguida os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase.

'Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais eficazes', disse Manuela Martins-Green.

Outros tipos de câncer
A pesquisadora afirma que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.

'Devido (ao fato de) os genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um impacto muito mais amplo no tratamento do câncer', afirmou.

Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover para a medula onde elas poderão formar novos tumores.
'Mostramos que o suco de romã inibe a função dessa proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula', disse.

Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.
Data Edição: 15/12/2010

Fonte: BBC

sábado, 11 de dezembro de 2010

Amazônia perdeu 153 km² de floresta em outubro de 2010, revela o Imazon

Créditos: ImazonO desmatamento da Amazônia em outubro atingiu uma área de 153 quilômetros quadrados (km²), de acordo com os números do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgados ontem (10/12/10) pela organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O ritmo de derrubada foi 21% menor que o registrado pelos satélites em outubro de 2009 e mantém tendência de queda apontada pela organização nos últimos meses.

Rondônia foi o estado que mais desmatou a Amazônia em outubro, com 51km² de floresta a menos (34% do total derrubado no período). No Amazonas, os satélites registraram 46km² de novos desmates. Mato Grosso e Pará, que tradicionalmente lideram o ranking de desmatamento mensal, aparecem sem seguida, com 24km² e 16km² de área derrubada em outubro, respectivamente.

De acordo com o Imazon, os 153 km² de floresta derrubados em outubro foram responsáveis pela emissão de 9,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (medida que considera todos os gases de efeito estufa).

Além do corte raso (desmatamento total de uma área), o sistema do Imazon também registra a degradação florestal que inclui florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e queimadas. Em outubro, a degradação avançou 562km², área 446% maior que a registrada no mesmo mês de 2009, de 103 km². O estado com mais área degradada é Mato Grosso com quase 60% do total.

O monitoramento oficial do desmatamento na Amazônia é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não divulgou os números de outubro. Em novembro, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento – que considera os dados de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em um ano, a floresta perdeu 6.451 km², menor índice registrado em 23 anos de monitoramento.
PARA SABER MAIS
Acesse o boletim Transparência Florestal de outbro de 2010 do Imazon (870 Kb - arquivo PDF)

FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A REPRODUÇÃO DO PEQUIZEIRO

* Artigo de Evandro Bitencourt

Um dos símbolos do cerrado, o pequi esteve bem perto da extinção até há alguns anos, devido ao extrativismo indiscriminado e ao desmatamento de áreas de vegetação nativa.

Esse risco, felizmente, foi definitivamente afastado graças às técnicas de propagação desenvolvida por pesquisadores brasileiros.

Do plantio a frutificação vão de quatro a oito anos. A propagação da árvore do pequi é feita com os frutos maduros, usados como semente logo que ao chão. A quebra da dormência, entre outras maneiras, pode ser feita com a movimentação das sementes sem casca em um recipiente durante 15 a 20 minutos, de modo a provocar pequenos choques, ou deixá-los por 24 horas em uma solução de água com ácidos específicos.

Estão depositadas no pequi, juntamente com outros frutos do cerrado, como o baru, mangaba, caju, araticum, guapeva e o palmito da guariroba, esperanças de exploração sustentada do bioma, a partir do adensamento das plantas e da diversificação de espécies de reconhecida ou potencial importância econômica, num consórcio com a própria natureza, isto é, com outras plantas nativas.

Como a pesquisa ainda não tem todas as respostas para seu cultivo, o caminho para salvar o pequi tem sido a reprodução das condições oferecidas pelo ambiente natural da planta, uma experiência original como o próprio pequi.

Banhos de ácido e choques térmicos eram os recursos mais utilizados para estimular a germinação, mas essas e outras técnicas vem sendo substituídas em alguns viveiros. O pesquisador Roberto de Almeida Torres, coordenador do viveiro de mudas do CNPq/ Funape/UFG, explica que processo de reprodução do pequi começa com a seleção das matrizes. São escolhidas aquelas com frutos de melhor qualidade, destacando-se a espessura da polpa, a conformação e a sanidade da árvore.

Os frutos caídos são colhidos e amontoados no chão, à sombra, até que ocorra a fermentação. Em seguida são despolpados. As primeiras e ácidas chuvas da estação induzem a semente à germinação, o que ocorre a partir dos 28 dias. Em 60 dias, 80% do material já está germinado.

Cavadas com as medidas 40X40X40, as covas devem receber de cinco a 10 litros de esterco de curral curtido e 150 gramas de superfosfato simples. A aplicação de cupinicida é necessária, mas por se tratar de um produto muito tóxico é aconselhável buscar a orientação der um engenheiro agrônomo.

O perímetro da cova deve ser mantido sempre limpo, livre de invasoras. Também não se deve descuidar do controle das formigas. Ocasionalmente pode ocorrer o ataque de fungos, que podem se combatidos com produtos específicos.

O ideal é que as mudas sejam plantadas no início do período chuvoso. Depois de adaptado ao local onde foi plantado, o pequi resiste bem ao estresse hídrico, embora a irrigação seja um recurso importante para acelerar o crescimento e aumentar as chances de sobrevivência das plantas.

É aconselhável guardar de 30 a 40 metros quadrados para cada planta, embora não haja nenhum trabalho conclusivo sobre o espaçamento mais adequado, ressalta Roberto Torres. "Na natureza, mesmo nos locais onde há muitas árvores elas estão bem espaçadas".

Quanto à produção de frutas é certo que ela pode começar bem antes do que se imaginava até algum tempo, embora seja pouco expressiva no início da vida produtiva, já que é proporcional às dimensões da copa da planta. Em regiões mais quentes, onde o pequi encontra melhores condições de desenvolvimento, a exemplo do Vale do Rio Araguaia, observou-se a produção em um cultivo aos 3,5 anos.

sábado, 13 de novembro de 2010

NONI

Morinda citrifolia, normalmente conhecido por noni (da língua havaiana), nono Taiti, aal (na língua hindi), é uma pequena árvore da família das rubiaceae. A morinda citrifolia é originária do sudeste asiático, tendo sido difundida pelo homem através da Ásia Meridional, ilhas do Oceano Pacífico, Polinésia Francesa, Porto Rico e mais recentemente a República Dominicana. O Taiti continua a ser o local de maior cultivo.

domingo, 7 de novembro de 2010

HIDROPONIA - CULTIVO SEM SOLO

Foto: Nesvaldo Bento de Oliveira (Biólogo)

Frase de Nesvaldo na abertura do evento - Visita Técnica ao Hidropônicos Leverger (06/11) - municipio de Santo Antonio do Leverger/MT - " O mundo está crescendo e a demanda por alimentos será grande e ai tem um paradigma. Será que o mundo irá produzir alimento suficiente para esta população em crescimento? Se já temos muitos países onde a fome é um dos maiores desafios". (sic Nesvaldo).

O Objetivo: mostrar a potencialidade do cultivo hidropônico, como tecnologia que causam menores impactos ambientais e demonstrar a viabilidade econômica do uso da hidroponia na produção de olericolas.

Hidroponia es um sistema de cultivo que dispensa o solo e usa uma solução de água e nutrientes para fazer crescer as plantas. A hidroponia é bastante antiga, embora seu uso comercial seja recente no mundo e principalmente no Brasil. Essa técnica e bastante desenvolvida em países como: Japão, Holanda e Estados Unidos, porém entre nós esta técnica ainda está no começo.


É uma técnica que oferece múltiplas possibilidades de uso e maximização da produção de alimentos, principalmente hortaliças. A grande vantagem desta técnica deriva do fato de a produção prescindir de solo e clima. O cultivo hidropônico de planta minimiza os efeitos de clima e solo sobre a produção de hortaliças. Países com invernos rigorosos como: Estados Unidos, Holanda e outros países europeus conseguiram resolver os seus problemas de fornecimento de hortaliças à população através de cultivo hidropônico nesses períodos do ano.


O cultivo hidropônico é um trabalho gratificante, porque o produtor pode ver dia a dia as plantas crescerem e o trabalho é muito confortável, dentro de um ambiente limpo, que é uma casa de vegetação. Os tratos culturais são muito mais fáceis, poucas horas de trabalho por dia são necessárias para que se mantenha um grande número de plantas Essas horas podem ser escolhidas, de preferência os horários mais frescos, pela manhã ou à tardinha, de modo que o trabalho fica bem mais agradável que o do cultivo convencional. O cultivo hidropônico tem muito a oferecer para o produtor, mas quem deseja trabalhar comercialmente com hidroponia deve conhecer com como funciona o sistema.


Execução do evento: EMPAER/MT, SEDER  e Hidropônicos Leverger
Informações: com NESVALDO BENTO
                                Email: nesvaldo_empaer@yahoo.com.br
                                Cel.: (65) 9951-8954

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

COMPOSTO NA MELANCIA PODE AJUDAR NO COMBATE À HIPERTENSÃO

Comer melancia pode ser uma forma mais gostosa de combater a hipertensão. De acordo com pesquisadores da Universidade do Estado da Flórida, nos EUA, a fruta contém um aminoácido chamado L-citrulina/L-arginina, que melhora a função arterial, ajudando a reduzir a pressão sanguínea.

“A melancia é a fonte comestível mais rica em L-citrulina, que está intimamente relacionada à L-arginina, o aminoácido necessário para a formação de óxido nítrico, essencial para a regulação do tônus vascular e de uma pressão sanguínea saudável”, escreveram os pesquisadores, em artigo no American Journal of Hypertension.

O pesquisador Arturo Figueroa, que coordenou o estudo, explica que a L-citrulina é convertida em L-arginina no corpo, trazendo benefícios para a saúde vascular desses pacientes.

No entanto, o simples consumo desse segundo composto através de comprimidos não seria uma opção viável, porque ele pode causar náuseas, desconforto gastrointestinal e diarreia.

Em pesquisa com nove pessoas hipertensivas com idades entre 51 e 57 anos, os pesquisadores confirmaram que o consumo de “doses terapêuticas” diárias de melancia por seis semanas poderia ser útil no combate à hipertensão, melhorando a função arterial e reduzindo significativamente a pressão.

Entretanto, os autores destacam que estudos maiores são necessários para confirmação dos benefícios da fruta e de suplementos com os aminoácidos.

Data Edição: 27/10/2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga: Os biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional

Créditos: IbamaOs biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional, como a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A emenda à Constituição conhecida como PEC Cerrado e Caatinga - PEC 51/2003 - que poderá conferir o título aos dois biomas, bem como assegurar que a utilização dos mesmos seja feita dentro de condições que assegurem a preservação de seus ecossistemas e recursos naturais - foi aprovada no dia 7 de julho de 2010 pelo Senado Federal.

Agora a matéria será examinada pela Câmara dos Deputados, e, caso aprovada, transformará o Cerrado e a Caatinga em patrimônio natural do Brasil, corrigindo a lacuna existente na Constituição Federal que não os incluiu na lista de biomas assegurados por lei. As duas regiões compõem aproximadamente 1/3 do território nacional.

BIOMA Cerrado

No Cerrado, considerado a savana com a flora mais rica no mundo, estão cerca de 5% de toda a biodiversidade do planeta. O segundo maior bioma do Brasil tem também grande importância social, pois muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais que, juntos, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

No entanto, apesar de toda a riqueza, o Cerrado também é um dos biomas mais ameaçados do País. Segundo resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (MMA/Ibama/Pnud), entre 2002 e 2008, o Cerrado teve a sua cobertura vegetal suprimida em 85.074 km², o que representa uma taxa, nesse período, de aproximadamente 14.200 km²/ano. Assim, considerando a área original de 204 milhões de hectares, o bioma Cerrado já perdeu 47,84% de sua vegetação nativa.

BIOMA Caatinga

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 11% do território do país. De todas as regiões semi-áridas do planeta, é a mais rica em biodiversidade, com muitas espécies endêmicas. Além disso, tem grande potencial para o uso sustentável da sua biodiversidade, com espécies de potencial extrativista e de silvicultura como madeiras, forrageiras, medicinais, fibras, resinas, borrachas, ceras, tonantes, oleaginosas, alimentícias e aromáticas.

Apresenta ainda paisagens consideradas ideais para o ecoturismo. Todos estes fatores são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da região e promover melhor qualidade de vida para as populações locais.

No entanto, a Caatinga vem sofrendo sérios impactos com a ocupação humana desordenada. Cerca de 46,38% de sua área já foi alterada e o uso não sustentável de seus recursos naturais tem a desertificação como uma de suas mais graves conseqüências, pois 94,66% da área do bioma está em regiões suscetíveis a este processo.

FONTE - Ministério do Meio Ambiente

sábado, 10 de julho de 2010

Soja plantada no bioma Amazônia chega a 0,25% da área desmatada

A área plantada com soja nos estados de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia – integrantes do bioma Amazônia - corresponde a 0,25% de toda a área desmatada nessa região. Segundo dados do Grupo de Trabalho Moratória da Soja 2009-2010, integrado pelos segmentos de indústrias processadoras, de exportadores e de organizações da sociedade civil, foram identificados o plantio do grão em 6.300 hectares dos 302.149 hectares monitorados. Os dados foram apresentados no dia 8 de julho de 2010, na capital paulista, durante a cerimônia de extensão da moratória.


A moratória da soja é um compromisso firmado em julho de 2006 entre as empresas que comercializam o grão e representantes da sociedade civil, e prevê que nenhuma soja plantada em áreas desflorestadas, após a data da assinatura, seja comercializada.

No monitoramento feito na safra de 2007-2008, a área avaliada foi de 49.809 hectares, com a conclusão de que não houve plantio de soja. No segundo monitoramento, na safra de 2008-2009, a superfície verificada passou para 157.896 hectares, com cultivo do grão em 1.384 hectares.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, o registro de aumento de áreas plantadas e monitoradas se deve à aplicação de uma nova ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desenvolvida especificamente para detectar a existência de culturas agrícolas em áreas florestadas.

"Com essa ferramenta nós fomos mais detalhistas, cobrimos áreas menores que antes não cobríamos, de 25 hectares em vez de 100 hectares. Mas comparado com o total desmatado, esse 0,25% é irrisório para a soja. A comparação melhor vai ser com a próxima safra, porque o critério será homogêneo, porque temos uma ferramenta que cobre a extensão toda dos estados produtores", explicou Lovatelli.

De acordo com ele, o produtor que não aderir ao projeto terá dificuldades para vender seu produto, já que as entidades que participam da moratória são cerca de 90% do mercado comprador. "Não interprete isso como ameaça, mas nós estamos querendo fazer um processo de governança para ajudar o governo a implementar algumas coisas que estão faltando. A moratória não veio para ficar permanentemente. Nosso desejo é o de que acabe no próximo ano, porque isso seria ter atingido os objetivos", afirmou.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou da cerimônia, lembrou que o ministério aderiu ao projeto em 2008 e tem um balanço positivo da evolução do monitoramento. "Ainda há desafios para aperfeiçoar porque há ainda alguns fazendeiros que desmatam e adicionam terras à sua produção. Mas o que se reconhece é que a maior parte da produção da soja no Brasil não está contribuindo para o desmatamento da Amazônia, e isso está certificado com metodologias tecnológicas", disse.

Segundo a Izabella Teixeira, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) continuará acompanhando e avaliando os resultados, e trabalhando para implementar o cadastramento ambiental rural e da consolidação dos elementos econômico ecológicos da Amazônia que deve ser concluído até dezembro deste ano. A ideia, segundo disse, é estender projetos desse tipo para outros biomas.

"Desde o ano passado estendemos para o Cerrado, agora a Caatinga e o Pantanal e em breve para os Pampas. Nossa expectativa é a de que o aprendizado deste exercício possa nos levar a aprimoramentos, e meu foco seria dar prioridade ao Cerrado", disse.

FONTE
Agencia Brasil
Flávia Albuquerque - Repórter
Fernando Fraga - Edição

Livro reúne informações sobre 16 espécies frutíferas do Centro-Oeste

O que fruteiras como o pequi, o araçá, o murici e a gabiroba têm em comum? Essas e outras 12 espécies frutíferas de ocorrência nos biomas Cerrado e Pantanal foram selecionadas e reunidas no livro Frutas nativas da Região Centro-Oeste do Brasil, por apresentarem maior possibilidade de exploração sustentada, com base em seu potencial econômico, nutricional, social e ambiental, bem como pela perspectiva de fomentar seu uso pelo pequeno agricultor e por comunidades rurais.

Editada pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF), a obra é resultado do esforço de um grupo multidisciplinar de pesquisadores que realizou ampla revisão técnico-científica das espécies de fruteiras nativas de maior ocorrência nos estados da Região Centro-Oeste.



A seleção das 16 espécies partiu de consultas participativas feitas a profissionais de diferentes áreas técnicas e de várias instituições governamentais, privadas e não governamentais.


Os 17 capítulos do livro são ricos em ilustrações e oferecem ao leitor a oportunidade de conhecer as áreas de ocorrência geográfica de cada uma das espécies, seus aspectos ecológicos, as formas de uso – a exemplo do preparo de sucos, doces, geleias, farináceos, óleos, etc. –, o valor nutricional, as informações sobre cultivo, a tecnologia e os processamentos pós-colheita, além de informações socioeconômicas e referentes aos recursos genéticos, como variabilidade e erosão genética e conservação de germoplasma.

"PLANTAS DO FUTURO"


As espécies de fruteiras que compõem o livro podem ser consideradas "plantas do futuro", tanto por seu grande potencial de aproveitamento alimentar e nutricional quanto por apresentarem uma alternativa importante para a agricultura familiar.

As 16 espécies descritas na obra são: abacaxi-do-cerrado, araçá, araticum, baru, buriti, cagaita, cajus do cerrado, coquinho-azedo, gabiroba, jatobá-do-cerrado, jenipapo, mangaba, maracujá-do-cerrado, murici, pequi e pera-do-cerrado.

COMO ADQUIRIR
Livro: Frutas nativas da Região Centro-Oeste do Brasil
Venda: Livraria Embrapa
Preço: R$ 30,00

FONTE:  Embrapa Informação Tecnológica/  Selma Beltrão - Jornalista
Telefone: (61) 3448-2493

domingo, 30 de maio de 2010

Ato Declaratório Ambiental

O Ato Declaratório Ambiental (ADA), é um meio documental de proteção ambiental, pelo qual o proprietário rural é beneficiado com redução tributária de até 100% do Imposto de Propriedade Territorial Rural (ITR) por ter implementado ações de preservação ambiental em suas terras.


O Ato Declaratório Ambiental, além de beneficiar o contribuinte rural, incentiva a preservação e proteção de áreas verdes florestais. Através do ADA, o proprietário rural contribui para a qualidade sócio-ambiental nas áreas rurais, principalmente, as que estão cobertas pelo reflorestamento.

Por meio de formulário eletrônico veiculado pelo sistema ADAWeb, o proprietário preenche informando CPF ou CNPJ, senha e autenticação sobre as informação ambientais a serem apresentadas ao Ibama. O prazo para a entrega do ADA, em média, é de dez meses.

O benefício de dedução sobre o imposto da propriedade é extensivo às RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), AIE (Áreas de Declarado Interesse Ecológico) e ASFA (Servidão Florestal ou Ambiental) presentes nas propriedades declaradas. O ADA também beneficia áreas de Florestas Nativas e Alagadas para a construção de reservatórios e usinas hidrelétricas.

O proprietário sempre terá que declarar o ADA quando abre-se o Documento de Informação e Apuração (DIAT / ITR) das Áreas de Preservação Permanente, cuja sigla é APP. O Ato Declaratório é enviado via internet por meio de formulário eletrônico oferecido no site do Ibama.

Desde 2007, as informações do ADA devem ser apresentadas anualmente, permitindo declarações retificadoras a assuntos do ano anterior, antes a retificação só era aceita somente em caso de alteração das áreas de interesse ambiental. Após a apresentação do ADA, o proprietário rural recebe um comprovante com um Número do Processo no Órgão Ambiental, conhecido popularmente como Protocolo do Ibama.

Além de auxiliar na conservação ambiental, o Ato Declaratório fortalece a cidadania e possibilita a economia de recursos financeiros e naturais à propriedade privada e à gestão pública, num trabalho conjunto entre Ibama e Receita Federal.

Fontes: http://www.acaoilheus.org/news/1780-ato-declaratorio-ambiental-2010
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/493051/nao-se-pode-exigir-ato-declaratorio-ambiental
http://www.infoescola.com/

domingo, 2 de maio de 2010

Site Biomapas permite visualização de mais de 100 espécies amazônicas

Agora é possível visualizar, em mapas, mais de 100 espécies nativas da Amazônia. O site Biomapas entrou no ar no dia 27 de abril de 2010 e as pesquisas sobre os ecossistemas nos arredores da Província Petrolífera de Urucu, mais de 600 quilômetros de Manaus, no Estado do Amazonas, foi realizada pela Petrobras, em parceria com centros de pesquisa da região.


A exibição, e a procura, de forma georeferenciada usa ferramentas do Google Maps e Google Earth. Além disso, fotos e vídeos realizados por biológos, estudiosos, entre outros, estão disponíveis também no YouTube, Flickr e Picasa.

No portal há informações e curiosidades sobre espécies nativas vegetais. Ainda, para navegar pelo site basta deslizar o mouse em cima dos ícones no mapa e dar um clique simples nas opções, para detalhar. O interatividade também pode acontecer via redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut.

Para entrar no Biomapas acesse www.petrobras.com.br/biomapas.

FONTE - MundoGeo

segunda-feira, 22 de março de 2010

Iogurte de Araticum

Ingredientes:
- 1 litro de leite de saquinho (não faça com o de caixinha)
- 1 copo de iogurte natural
- 1/2 kg de polpa de araticum
- açúcar a gosto

Modo de fazer:
Ferver o leite e deixá-lo esfriar até que fique com a temperatura 45º C (obs.: usar termômetro apenas de laticinio, o normal quebrará ao contato com o calor) / (outra dica: se não tiver o termômetro, utilize a sua palma da mão para sentir a temperatura de maneira que suporte o calor, ele deverá  estar morno);
Misturar o iogurte natural com o leite e deixar descansar por 8 horas.
O resultado final será uma coalhada .
Acrescente a polpa do araticum e açúcar a gosto, misture bem e coloque em vasilhame compatível com 200 g (se tiver formas de iorgurte melhor) e levar para resfriar na geladeira.




Batida de Araticum

Ingredientes:
- 2  xícaras de bebida destilada (pinga ou vodka)
- 1 lata de leite condensado
- 2  xícaras de água
- 1 xícara de polpa de araticum

Modo de fazer:
Bater no liquidificador, adicionar gelo e servir.

Fonte: Universidade Católica de Goiás, 1992

ARATICUM


Entre as frutas nativas brasileiras que não se transformaram em espécies cultivadas, o araticum-do-cerrado é uma das que apresenta o maior índice de aproveitamento culinário. Além do consumo in natura, são inúmeras as receitas de doces e bebidas que levam o sabor perfumado e forte de sua polpa, acrescida, muitas vezes, pelos sabores de outras frutas: batidas, licores, refrescos, bolachas, bolos, sorvetes, cremes, geléias, gelatinas, compotas, quindim, docinhos, doces-de-coco, doces-de-leite, etc.

Nome comun: Araticum, marolo e bruto
Nome científico: Annona crassiflora Mart.
Família: Annonaceae
Vegetação de ocorrência: Cerrado e Cerradão
Porte da planta: Arbóreo com 6-8 m de altura por 2-4 m de diãmetro de copa
Frutos por planta: 30-80
Época de coleta de frutos: Fevereiro e março
Dimensão do fruto: 9-15 cm de comprimento por 10-15 cm de diâmetro
Peso do fruto: 500-4.500 g
Cor da casca do fruto maduro: Amarronzada
Cor da polpa: Branca, amarela e rósea
Sementes por fruto: 60-190
Peso de 100 sementes: 300 g
Aproveitamento alimentar: A polpa é consumida 'in natura' ou na forma de sorvetes, sucos, geléias, doces, licores, bebidas, creme, compota, iogurte e recheios para bolos e chocolates.



Veja no tags RECEITAS - faça e prove algumas das culinárias com a fruta araticum.

POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO DAS FRUTEIRAS NATIVAS DA REGIÃO DO CERRADO

Muitos frutos de plantas nativas do cerrado, provenientes de uma atividade extrativista e predatória, são comercializados e consumidos 'in natura' ou beneficiados pela indústria  caseira na forma de sorvetes, sucos, licores e geléias, etc., com grande aceitação popular. A maioria desses frutos possuem elevados teores de açúcares, proteínas, vitaminas e sais minerais, além de um sabor característico sem igual.

Estas particularidades lhes garante um futuro promissor abrindo boas perspectivas para sua exploração agroindustrial.

A demanda interna por novos sabores, principalmente pela indústria de sucos, sorvetes e geléias é crescente; o mercado externo poderá ser conquistado com sucesso, pois trata-se de frutos com sabores ainda desconhecidos em muitos países.

Apesar de pequeno número de informações sobre o cultivo das fruteiras nativas dos Cerrados, algumas sugestões para suas utilizações serão apresentadas neste blog.

Fonte: Embrapa

CONHECENDO MAIS SOBRE O CERRADO

A região dos Cerrados abrange aproximadamente uma área de 204 milhões de hectares distribuida principalmente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

Devido a sua extensão e situação geográfica, esta região apresenta grande variação de solos, clima, fauna e flora.

O clima da região possui caracteristicas próprias, podendo ser caracterizado como tropical estacional, onde se distingue um período chuvoso e outro seco, com duração de cinco a seis meses.

As temperaturas médias anuais situam-se entre 22°C ao Sul e 27°C ao norte.

Os solos, em sua maioria, são profundos, apresentando baixa fertilidade natural, acidez elevada, baixa capacidade de armazenamento de água, relevo plano a suave ondulação, e boas condições fisicas para mecanização.

A fauna constitui-se em sua maioria por insetos, aves, roedores e répteis, caninos e felinos.

A flora da região é bastante diversificada, distinguindo-se mais de quarenta tipos fisionômicos.

As formações predominantes apresentam as seguintes caracteristicas:

Fig. 1 - CERRADO: representa o agrupamento de árvores baixas, com ramificações irregulares, troncos retorcidos com casca grossa, folhas coriáceas e caducas, distribuida sobre um extrato herbáceo e subarbustivo.


Fig. 2 - CERRADÃO: apresenta-se com árvores maiores, pouco retorcidas, com razoável cobertura vegetal, dando um aspecto de mata e uma vegetação herbácea e arbustiva muito rala.


Fig 3 -  CAMPO SUJO: possui vegetação predominantemente herbácea e arbustiva.


Fig. 4 - CAMPO LIMPO: apresenta vegetação herbácea com ramos arbustos e ausência de árvores.


Fig. 5 - MATA DE GALERIA: com vegetação densa, árvores grandes, distribuidas ao longo dos vales e rios.


Fig. 6 - VEREDAS: apresenta palmeiras (buritis) e árvores distribuidas em campo limpo, em locais de solos úmidos.


Fonte: Embrapa/DF.

PLANO DE PREVENÇÃO DO CERRADO

As indústrias que usam carvão vegetal terão prazo até 2013 para deixar de comprar carvão de mata nativa do Cerrado. A medida faz parte do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado, divulgado hoje pelo ministro do Meio Ambiente. O plano tem como eixos centrais o monitoramento, o controle, a proteção de áreas, o ordenamento territorial e o incentivo à atividades sustentáveis. 17/03/2010 - TV NBR - 2:14


http://www.agrosoft.org.br/agropag/213709.htm

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