"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga: Os biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional

Créditos: IbamaOs biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional, como a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A emenda à Constituição conhecida como PEC Cerrado e Caatinga - PEC 51/2003 - que poderá conferir o título aos dois biomas, bem como assegurar que a utilização dos mesmos seja feita dentro de condições que assegurem a preservação de seus ecossistemas e recursos naturais - foi aprovada no dia 7 de julho de 2010 pelo Senado Federal.

Agora a matéria será examinada pela Câmara dos Deputados, e, caso aprovada, transformará o Cerrado e a Caatinga em patrimônio natural do Brasil, corrigindo a lacuna existente na Constituição Federal que não os incluiu na lista de biomas assegurados por lei. As duas regiões compõem aproximadamente 1/3 do território nacional.

BIOMA Cerrado

No Cerrado, considerado a savana com a flora mais rica no mundo, estão cerca de 5% de toda a biodiversidade do planeta. O segundo maior bioma do Brasil tem também grande importância social, pois muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais que, juntos, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

No entanto, apesar de toda a riqueza, o Cerrado também é um dos biomas mais ameaçados do País. Segundo resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (MMA/Ibama/Pnud), entre 2002 e 2008, o Cerrado teve a sua cobertura vegetal suprimida em 85.074 km², o que representa uma taxa, nesse período, de aproximadamente 14.200 km²/ano. Assim, considerando a área original de 204 milhões de hectares, o bioma Cerrado já perdeu 47,84% de sua vegetação nativa.

BIOMA Caatinga

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 11% do território do país. De todas as regiões semi-áridas do planeta, é a mais rica em biodiversidade, com muitas espécies endêmicas. Além disso, tem grande potencial para o uso sustentável da sua biodiversidade, com espécies de potencial extrativista e de silvicultura como madeiras, forrageiras, medicinais, fibras, resinas, borrachas, ceras, tonantes, oleaginosas, alimentícias e aromáticas.

Apresenta ainda paisagens consideradas ideais para o ecoturismo. Todos estes fatores são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da região e promover melhor qualidade de vida para as populações locais.

No entanto, a Caatinga vem sofrendo sérios impactos com a ocupação humana desordenada. Cerca de 46,38% de sua área já foi alterada e o uso não sustentável de seus recursos naturais tem a desertificação como uma de suas mais graves conseqüências, pois 94,66% da área do bioma está em regiões suscetíveis a este processo.

FONTE - Ministério do Meio Ambiente

sábado, 10 de julho de 2010

Soja plantada no bioma Amazônia chega a 0,25% da área desmatada

A área plantada com soja nos estados de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia – integrantes do bioma Amazônia - corresponde a 0,25% de toda a área desmatada nessa região. Segundo dados do Grupo de Trabalho Moratória da Soja 2009-2010, integrado pelos segmentos de indústrias processadoras, de exportadores e de organizações da sociedade civil, foram identificados o plantio do grão em 6.300 hectares dos 302.149 hectares monitorados. Os dados foram apresentados no dia 8 de julho de 2010, na capital paulista, durante a cerimônia de extensão da moratória.


A moratória da soja é um compromisso firmado em julho de 2006 entre as empresas que comercializam o grão e representantes da sociedade civil, e prevê que nenhuma soja plantada em áreas desflorestadas, após a data da assinatura, seja comercializada.

No monitoramento feito na safra de 2007-2008, a área avaliada foi de 49.809 hectares, com a conclusão de que não houve plantio de soja. No segundo monitoramento, na safra de 2008-2009, a superfície verificada passou para 157.896 hectares, com cultivo do grão em 1.384 hectares.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, o registro de aumento de áreas plantadas e monitoradas se deve à aplicação de uma nova ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desenvolvida especificamente para detectar a existência de culturas agrícolas em áreas florestadas.

"Com essa ferramenta nós fomos mais detalhistas, cobrimos áreas menores que antes não cobríamos, de 25 hectares em vez de 100 hectares. Mas comparado com o total desmatado, esse 0,25% é irrisório para a soja. A comparação melhor vai ser com a próxima safra, porque o critério será homogêneo, porque temos uma ferramenta que cobre a extensão toda dos estados produtores", explicou Lovatelli.

De acordo com ele, o produtor que não aderir ao projeto terá dificuldades para vender seu produto, já que as entidades que participam da moratória são cerca de 90% do mercado comprador. "Não interprete isso como ameaça, mas nós estamos querendo fazer um processo de governança para ajudar o governo a implementar algumas coisas que estão faltando. A moratória não veio para ficar permanentemente. Nosso desejo é o de que acabe no próximo ano, porque isso seria ter atingido os objetivos", afirmou.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou da cerimônia, lembrou que o ministério aderiu ao projeto em 2008 e tem um balanço positivo da evolução do monitoramento. "Ainda há desafios para aperfeiçoar porque há ainda alguns fazendeiros que desmatam e adicionam terras à sua produção. Mas o que se reconhece é que a maior parte da produção da soja no Brasil não está contribuindo para o desmatamento da Amazônia, e isso está certificado com metodologias tecnológicas", disse.

Segundo a Izabella Teixeira, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) continuará acompanhando e avaliando os resultados, e trabalhando para implementar o cadastramento ambiental rural e da consolidação dos elementos econômico ecológicos da Amazônia que deve ser concluído até dezembro deste ano. A ideia, segundo disse, é estender projetos desse tipo para outros biomas.

"Desde o ano passado estendemos para o Cerrado, agora a Caatinga e o Pantanal e em breve para os Pampas. Nossa expectativa é a de que o aprendizado deste exercício possa nos levar a aprimoramentos, e meu foco seria dar prioridade ao Cerrado", disse.

FONTE
Agencia Brasil
Flávia Albuquerque - Repórter
Fernando Fraga - Edição

Livro reúne informações sobre 16 espécies frutíferas do Centro-Oeste

O que fruteiras como o pequi, o araçá, o murici e a gabiroba têm em comum? Essas e outras 12 espécies frutíferas de ocorrência nos biomas Cerrado e Pantanal foram selecionadas e reunidas no livro Frutas nativas da Região Centro-Oeste do Brasil, por apresentarem maior possibilidade de exploração sustentada, com base em seu potencial econômico, nutricional, social e ambiental, bem como pela perspectiva de fomentar seu uso pelo pequeno agricultor e por comunidades rurais.

Editada pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF), a obra é resultado do esforço de um grupo multidisciplinar de pesquisadores que realizou ampla revisão técnico-científica das espécies de fruteiras nativas de maior ocorrência nos estados da Região Centro-Oeste.



A seleção das 16 espécies partiu de consultas participativas feitas a profissionais de diferentes áreas técnicas e de várias instituições governamentais, privadas e não governamentais.


Os 17 capítulos do livro são ricos em ilustrações e oferecem ao leitor a oportunidade de conhecer as áreas de ocorrência geográfica de cada uma das espécies, seus aspectos ecológicos, as formas de uso – a exemplo do preparo de sucos, doces, geleias, farináceos, óleos, etc. –, o valor nutricional, as informações sobre cultivo, a tecnologia e os processamentos pós-colheita, além de informações socioeconômicas e referentes aos recursos genéticos, como variabilidade e erosão genética e conservação de germoplasma.

"PLANTAS DO FUTURO"


As espécies de fruteiras que compõem o livro podem ser consideradas "plantas do futuro", tanto por seu grande potencial de aproveitamento alimentar e nutricional quanto por apresentarem uma alternativa importante para a agricultura familiar.

As 16 espécies descritas na obra são: abacaxi-do-cerrado, araçá, araticum, baru, buriti, cagaita, cajus do cerrado, coquinho-azedo, gabiroba, jatobá-do-cerrado, jenipapo, mangaba, maracujá-do-cerrado, murici, pequi e pera-do-cerrado.

COMO ADQUIRIR
Livro: Frutas nativas da Região Centro-Oeste do Brasil
Venda: Livraria Embrapa
Preço: R$ 30,00

FONTE:  Embrapa Informação Tecnológica/  Selma Beltrão - Jornalista
Telefone: (61) 3448-2493

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