"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ONU lança o Ano Internacional das Florestas


Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, garantindo, de forma direta, a sobrevivência de 1 bilhão e seiscentos milhões de seres humanos e abrigando 80% da biodiversidade do mundo.


O Ano Internacional das Florestas foi lançado hoje como uma forma de celebrar o papel vital que as florestas exercem sobre as nossas vidas. O lançamento foi presidido pelo Presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, e se realizou durante a 9ª Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, que teve início no dia 24 de janeiro e se encerrará no dia 4 de fevereiro.

A atenção global que será dada a este ano é resultado de um crescente reconhecimento da importância do manejo sustentável das florestas para todos os setores, desde a mitigação da mudança do clima até o fornecimento de madeira, remédios e meios de subsistência de populações do mundo todo.

A Assembleia Geral declarou 2011 o Ano Internacional das Florestas com o objetivo de conscientizar sobre o manejo sustentável, conservação e desenvolvimento de todos os tipos de florestas.

“Ao declarar 2011 como o Ano Internacional das Florestas, a Assembleia Geral da ONU criou uma plataforma para educar a comunidade global sobre o grande valor das florestas e os custos sociais, econômicos e ambientais de suas perdas”, conforme declarou o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon.

O diretor do Secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, Jan McAlpine, lembrou que a saúde física, econômica e espiritual de todos nós está ligada à saúde dos ecossistemas florestais. “Em 2011, vamos celebrar essa relação interligada e interdependente entre as florestas e as pessoas”, adicionou.

Florestas cobrem cerca de 31% do total das áreas terrestres, somando apenas 4 bilhões de hectares, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Ao mesmo tempo, a organização estima que 13 milhões de hectares de florestas são perdidas anualmente devido ao desmatamento resultante da conversão de áreas florestais para outros usos.

Ao menos 1.6 bilhões de pessoas dependem de florestas para subsistência. Além disso, as florestas são lar para mais de 60 milhões de pessoas, em sua maioria membros de comunidades indígenas e locais.

Florestas também são fundamentais para a economia, porém seu real valor é, na maioria dos casos, desconsiderado nas contas nacionais de perdas e lucros. Esse descompasso entre realidade e percepção emerge com toda força no estudo “A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade” (TEEB, na sigla em inglês). O TEEB estima que o desmatamento e a degradação das florestas causam um prejuízo entre $2.5 e 4.5 trilhões de dólares por ano para a economia global – mais do que as perdas da recente crise financeira.

Florestas são um setor-chave para a Iniciativa Economia Verde do PNUMA, que trabalha para fortalecer os três pilares do desenvolvimento sustentável (social, econômico e natural) rumo à Rio+20, que se realizará em maio do próximo ano. O relatório Economia Verde será lançado no dia 21 de fevereiro durante o Fórum de Ministros do Meio Ambiente.

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Para conhecer a campanha Bilhões de Árvores do PNUMA, visite www.unep.org/billiontreecampaign/portuguese

Para maiores informações sobre o Ano Internacional das Florestas, visite o site oficial (em inglês): www.un.org/en/forests

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