"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Uso de filmes plásticos na conservação de maracujá-amarelo

O maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.) é nativo da América do Sul, sendo cultivado em países tropicais e subtropicais. Essa cultura apresenta expressiva importância tanto pela preferência por meio do mercado interno e externo, como também pela abertura de novos mercados consumidores.

Segundo dados do IBGE (2008), o Brasil é o maior produtor mundial, com produção de 684 mil toneladas em uma área aproximada de 49 mil hectares e rendimento médio de 14 mil kg/ha. O grande potencial para produção desse fruto visa atender principalmente o mercado de fruta fresca e de suco. O maracujá-amarelo se caracteriza por apresentar elevado valor nutritivo, boa qualidade gustativa, bem como tamanho e aparência externa de grande aceitação. A comercialização da fruta fresca é feita em feiras livres, mercados municipais, atacadistas, indústria de sucos e para exportação.

Entretanto, a perecibilidade do maracujá-amarelo tem gerado grande preocupação no que diz respeito à conservação pós-colheita, pois estudos demonstram que esse fruto dura, em média, de 3 a 7 dias à temperatura ambiente. Após esse período de comercialização, o fruto apresenta murchamento aparente, aliado à perda de massa fresca e enrugamento da casca, podendo ocorrer também podridão e fermentação da polpa, o que ocasiona odor e sabor desagradáveis. 

Sabe-se que a boa conservação dos frutos por um período prolongado é de fundamental importância principalmente na comercialização de frutas frescas, o que traz benefícios para toda a cadeia de produção do maracujá. Para ampliar o período de armazenamento é necessário o uso de mecanismos que visem reduzir a taxa de transpiração e respiração dos frutos. Os filmes plásticos de diversos tipos têm sido largamente utilizados em estudos para aumentar o período de conservação dos frutos, dependendo da sua espessura e da composição química do fruto. Assim sendo, com o uso de filmes plásticos ao redor dos frutos, ocorre a alteração gasosa no interior da embalagem, favorecendo um equilíbrio entre o produto e o ambiente ao seu redor, com redução da respiração dos frutos e aumento da sua durabilidade.

Tendo em vista essas questões, a Embrapa Acre analisou a conservação pós-colheita de maracujá-amarelo armazenado sob temperatura ambiente e refrigeração, envolto em diferentes filmes plásticos, depois de adquirido no comércio regional, simulando a aquisição dos frutos pelo consumidor. Após 9 dias de armazenamento à temperatura ambiente média de 28 °C e análises dos frutos no laboratório, verificaram-se melhores resultados com a utilização dos sacos de polietileno de 4 µm por proporcionar menor murchamento, menor perda de peso e menor redução no teor de ácido ascórbico (vitamina C). Quando foi utilizada a refrigeração, os frutos tiveram uma vida de prateleira de mais 6 dias em relação à temperatura ambiente, sendo o mesmo filme considerado adequado para manter as características de qualidade do produto.

Dessa forma, é adequado que o consumidor, após a aquisição dos frutos nos supermercados, saiba armazenar bem o produto para que tenha maior durabilidade e melhor qualidade de consumo. Isso pode ser obtido com o uso de filme plástico, bem como a disposição dos frutos em geladeira.

AUTORIA

Magda Laiara Bezerra de Lima
Acadêmica de Agronomia

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