"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

sábado, 28 de abril de 2012

Excesso de agrotóxicos nas lavouras do país preocupa especialistas



O uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras brasileiras preocupa cada vez mais especialistas da área de saúde. A aplicação de substâncias químicas para controlar pragas nas plantações e aumentar a produtividade da terra acaba se tornando um problema para os trabalhadores rurais e consumidores.


Para alertar a população e chamar a atenção das autoridades sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros, o Grupo de Trabalho de Saúde e Ambiente, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outras instituições, lançou ontem (27/04/12), durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro, um dossiê reunindo diversos estudos sobre o tema. O documento também será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho no Rio.

Uso abusivo de agrotóxicos no país está relacionado ao modelo agrícola


O uso "abusivo, exorbitante e descontrolado" de agrotóxicos nas lavouras brasileiras mostra a subordinação do país na nova divisão internacional do trabalho, ficando responsável pela exportação de produtos primários com pouco valor agregado. Segundo o pesquisador e especialista em economia agrária José Juliano de Carvalho, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), esse cenário está diretamente relacionado ao modelo agrícola brasileiro, que se sustenta no latifúndio, na monocultura, na produção altamente mecanizada e em larga escala.

"Não é uma questão de tecnologia, mas do modelo de agronegócio colocado como o prioritário no Brasil. Para sustentar essa lógica, empresas e produtores usam sem controle os agrotóxicos e isso afeta de forma muito negativa a economia brasileira", acrescentou Carvalho, que também é diretor da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra).

O professor defende uma regulação mais ampla do agronegócio no país, a implementação de projetos de reforma agrária e de zoneamento agroecológico. Ele acredita que o fortalecimento da agricultura familiar pode ser uma alternativa ao modelo atual.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O início do fim das florestas


Ontem (25/04/12) a Câmara dos Deputados mostrou o que quer: o fim das florestas no Brasil. Por 274 votos a 184, com duas abstenções, foi aprovada hoje a proposta que desfigura o Código Florestal, escrita pelo deputado ruralista Paulo Piau (PMDB-MG) sobre o texto aprovado pelo Senado Federal, segue agora para sanção da presidente, Dilma Rousseff. Se ela não se mexer, e vetar o texto, esse futuro será seu legado.

O texto aprovado dá anistia total e irrestrita a quem desmatou demais - mesmo aqueles que deveriam e têm capacidade de recuperar matas ao longo de rios, por exemplo - e ainda dá brecha para que mais desmatamentos ocorram no país. Ele é resultado de um processo que alijou a sociedade, e vai contra o que o próprio governo desejava. Com isso, avanços ambientais conquistados ao longo de décadas foram por água abaixo.

"Acabamos de assistir ao sequestro do Congresso pelos ruralistas. Pateticamente, a presidente que tinha a maior base de apoio parlamentar na história recente deste país, foi derrotada por 274 votos de uma malta de ruralistas que se infiltrou e contaminou o tecido democrático brasileiro como um câncer", diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. "Desde o início do processo, o Brasil esteve refém dos interesses do setor, que fez de tudo para incorporar suas demandas ao projeto de lei. A população, que se mostrou contrária à anistia aos desmatadores e a brechas que permitem mais devastação, foi o tempo inteiro ignorada".

terça-feira, 3 de abril de 2012

Greenpeace denuncia exploração ilegal de madeira em assentamento do Incra

Ativistas do Greenpeace entregaram ontem (02/04/12) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Santarém, no Pará, um relatório com fotos e mapas que mostram a ação ilegal de empresa madeireira em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A extração predatória, conforme classifica a organização não governamental (ONG), ocorre dentro do projeto de assentamento conhecido como Corta Corda, na região do Rio Curuá-Una, a quase 140 quilômetros da cidade de Santarém. 




Os ambientalistas investigaram a área por quatro noites seguidas, fotografando pátios de madeira, toras cortadas, desmatamento recente, uma serraria e o tráfego intenso de caminhões carregados com o produto.

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