"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Greenpeace denuncia exploração ilegal de madeira em assentamento do Incra

Ativistas do Greenpeace entregaram ontem (02/04/12) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Santarém, no Pará, um relatório com fotos e mapas que mostram a ação ilegal de empresa madeireira em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A extração predatória, conforme classifica a organização não governamental (ONG), ocorre dentro do projeto de assentamento conhecido como Corta Corda, na região do Rio Curuá-Una, a quase 140 quilômetros da cidade de Santarém. 




Os ambientalistas investigaram a área por quatro noites seguidas, fotografando pátios de madeira, toras cortadas, desmatamento recente, uma serraria e o tráfego intenso de caminhões carregados com o produto.


Segundo o chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra, unidade oeste do Pará, Ulai Batista, o instituto vai propor uma ação conjunta com o Ibama na região. O órgão ambiental foi procurado pela Agência Brasil, mas ainda não se pronunciou a respeito do assunto. Por enquanto, os agentes do Incra aguardam a liberação de verba para o pagamento de transporte e diárias para os fiscais que vão fazer a vistoria na área. "Precisamos fazer a constatação de todas as denúncias que chegam para nós. Não posso, a partir de pareceres de terceiros, encaminhar denúncia, que pode ser infundada", explicou Batista.

O chefe do Incra disse ainda que a denúncia não é uma novidade para o órgão. "Recebemos denúncias e temos conhecimento, mas trabalhamos, no setor de meio ambiente, com três servidores que atuam nessas denúncias e cuidamos de 42 milhões de hectares de terra. O desaparelhamento é um obstáculo à fiscalização adequada por aqui", lamentou. Segundo Batista, a unidade recebe uma média de dez a 15 denúncias por semana.

Em nota, o Greenpeace destacou que vem denunciando casos semelhantes há, pelo menos, cinco anos, quando divulgou o relatório Assentamentos de Papel, Madeira no Chão, detalhando a extração ilegal de madeira dentro de assentamentos no Pará.

FONTE

Agência Brasil
Carolina Gonçalves - Repórter

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